segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Enquanto isso, num cantinho calmo

É tudo muito impressionante, mesmo




Achei engraçada esta foto porque o cisne negro, à beira do lago, parece estar imitando a pose da estátua em primeiro plano....

Eu sei que eu já deveria mudar de assunto....



mas acontece que a Oficina Brennand é todo um mundo, que não dá para esgotar rapidamente, nem que a gente se esforce...

E mais


Se vocês não puderem ver ao vivo e a cores, dêem um pulinho no site, para ter uma idéia da coisa: http://www.brennand.com.br/

Mais....




Oficina Brennand




domingo, 2 de dezembro de 2007

Serviço de utilidade pública


O Hilário no restaurante Papacapim

Eu sei que já mencionei o Hilário num post anterior. Mas acontece que o Hilário é tão bacana, mas tão bacana, que merece um post só dele.
Se vocês vierem aqui para Pernambuco alguma vez, não deixem de contratar a firma dele para que a estadia se torne perfeita. Ele é um motorista seguro e calmo, e um guia de primeiríssima, que conhece toda a região profundamente e tem histórias para contar a respeito de todos os pontos notáveis de cada bairro. Mas o mais importante é que ele é uma pessoa da mais alta qualidade, que se preocupa em resolver os problemas da melhor maneira, sejam eles pequenos ou grandes, e que está sempre disponível para quebrar galhos dos quais a maior parte das pessoas fugiria correndo.
Ah, e vocês conhecem alguém que ao transportar músicos escolhe um repertório de CDs adequado - CD de cravo (Couperin) para a Sula, Quarteto Armorial, Alceu Valença e Gonzaguinha?
Obrigada, Hilário, você tornou nossa estadia aqui ainda mais agradável.

Pessoal, anotem, a dica vale ouro:

JOMAR Transportes (micro-onibus, vans, kombis, carros em geral)
Hilário Augusto de Araújo
tel/fax:(81)3441-6739
cel: (81)9962-1771
jomar@jomar.com.br
www.jomar.com.br

Ah, e para os que perguntaram:


A viola ficou ótima. Está aqui a foto, para provar.

Concerto em São Lourenço da Mata


Na foto, a Sula com o Marcos, e a mesa cheia de acepipes...




A cidade fica pertinho de Recife, mas é bem mais rural e muito menor. O SESC de lá é exatamente igual ao de Mazagão, no Amapá. Mesmíssimo projeto, o que deu uma sensação engraçada, como se o prédio inteiro houvesse sido teletransportado.
Fomos recebidos pelo Marcos, uma simpatia! Logo em seguida chegou a gerente do SESC, Ladjane, também super gracinha. Haviam preparado para nós um lanche digno de príncipes, com salgadinhos, salada de frutas, sucos e refrigerantes, torta fria, torta doce, docinhos variados, chocolates... Tudo feito com amor e servido com capricho.
Na sala onde tocamos, havia um cartaz imenso anunciando o nosso cncerto, todo colorido, e com letras hiper bem desenhadas e pintadas à mão. Foi realmente uma recepção das mais carinhosas.
O concerto, como nem podia deixar de ser, foi ótimo, com um público caloroso e interessado. Ficamos até com pena de ter que pegar a estrada de volta, de tão cordiais que eram todos. Nota mil!

No Museu de cera, a Sula se esbalda

Da minha janela....

sábado, 1 de dezembro de 2007

Na Fundação existe também um museu de figuras de cera...

Para a Jaqueline, que estava preocupada com a gente ;)


Viu, para compensar a ausência, subi uma enxurrada de fotos! Vocês devem até estar cansados....

Eu quero!!!!!!!!!!!!!!!!

De verdade

Um zoológico original






Há estátuas para todos os gostos...








Um passeio imperdível










Depois de tanto sufoco, fomos almoçar num restaurante bom, pois a gente bem que merecia. Em seguida rumamos para o ateliê de Francisco Brennand, de quem havíamos ouvido maravilhas (Mário e Noely já conheciam, e nos dizem que é um arraso!). Infelizmente está fechado aos sábados, de modo que tivemos que recorrer ao plano B. Nosso plano B era um luxo: a Fundação Ricardo Brennand, um Museu absolutamente magnífico, que abriga uma coleção de arte de primeira, dentro de um verdadeiro castelo, incrustado no meio de jardins deslumbrantes, salpicados de estátuas lindas. Não dá – MESMO – para descrever a beleza do lugar, o bom gosto da coleção, a inteligência da curadoria, que leva o olhar a perceber uma maravilha depois da outra, numa seqüência perfeitamente equilibrada. Ficamos todos de queixo caído, porque nem sabíamos que existe este tipo de coisa no Brasil.
Sula e eu, que em Agosto visitamos a Fundação Getty, na Califórnia, uma mansão/museu do mesmo tipo, concordamos, ufanistas: Nosso milionário é melhor do que o deles! Rá!

A saga continua... não percam os próximos capítulos!


De manhã, tínhamos uma gravação programada. O SESC grava todos os grupos que participam do SONORA Brasil para depois fazer um CD. Tínhamos planejado fazer uma grande parte do repertório, mas principalmente as peças que foram escritas especialmente para nós. O problema é que esta não é uma gravação convencional, com cortes e colagens. A gente tem que acertar a peça inteira, sem qualquer pausa, para ela valer. Começamos com Caicó, de André Vidal, e aí resolvemos esquentar com a Suíte Infantil do Guerra-Peixe, antes de atacar Dores, que é a peça mais densa do programa. A suíte do Guerra tem 3 movimentos, sendo o do meio uma versão só com espineta. Estávamos portanto Helder, Mario e eu na cabine de som nos deliciando com o solo da Sula quando...
TRONC! TREK! PAM.... parecia que o lustre havia se suicidado... mas ao irrompermos na sala de gravação pudemos constatar que o lustre estava bem preso no teto. Algo havia caído, ou quebrado, fazendo o barulhão que interrompera a Sula no meio da frase. Fomos verificar... e infelizmente era a viola da gamba do Mário que havia “explodido”! O conserto do luthier de Manaus não havia resistido! E agora?
Terminamos a gravação com as peças que só têm flautas, e saímos preocupadíssimos: afinal, amanhã temos concerto novamente!
Corremos para o Hotel para tentarmos localizar 1) algum gambista que pudesse emprestar uma gamba até o Mário consertar a dele 2) algum luthier que pudesse consertar o estandarte quebrado ou fazer um novo.
Por sorte nosso motorista/guia, o Hilário é uma pessoa formidável, e cheia de contatos, e dono de uma boa vontade inesgotável. Depois de uns 40 minutos de ligações para Deus e o mundo, Hilário descobriu um luthier, o Metal. Falamos com o moço, mas ele disse que era especializado em guitarras elétricas, mas que havia um senhor muito competente que havia sido professor dele, o Sr. João Batista...
Mário, em outro telefone, também tentava conseguir um nome: bem, há o sr Joao Batista, mas ele não tem celular...
Resumo da história: Hilário conseguiu descobrir que, aos sábados, o sr. João Batista trabalha como voluntário numa orquestra comunitária de 100 crianças, que ensaia no quartel da PM. Lá fomos nós, para o Batalhão de Campina do Taborda (aí, Tom! ;)catar o bom sujeito. Ele estava almoçando, quando invadimos o refeitório, estandarte na mão. Antes mesmo de olhar para nós, o Sr.João Batista pegou o estandarte quebrado, com um olhar enternecido, como o de um excelente pediatra que pega no colo um bebê doente. Pronto, já sabíamos que a pátria estava salva!
Não deu outra. Ele examinou o estandarte por todos os lados e concluiu: “não tem jeito. Vou ter que fazer um novo”. E prometeu que estará pronto... amanhã às 16hs, antes do concerto! Uff! Tomara que dê tudo certo, desta vez!

As ruas são um charme

Uma linda igrejinha em Olinda

O Concerto no Recife


Na Oficina do sabor, Sula e os dois Marios com o Serginho

A platéia era pequena, mas muito atenta e calorosa. Porém o principal diferencial da noite foi a presença do Serginho, um dos compositores do nosso programa, que veio para cá só para nos assistir, e para finalmente conferir a própria obra, “Dores”, que ele ainda não tinha ouvido! Foi muito emocionante tocar com nosso amigo na platéia, e muito gostoso poder botar os papos em dia. Depois do concerto fomos – Sula e Mario, Mário e Noely, Sérgio e eu – jantar em Olinda, num restaurante maravilhoso chamado Oficina do sabor. O Mário havia insistido: impossível vir a Pernambuco e não conhecer Olinda. Como não teremos outra chance, vamos de noite, mesmo. Claro que topei, na hora.E foi uma decisão acertadíssima.
Comemos Lagostim ao coco na moranga, e de sobremesa, uma Cartola.... (vocês todos sabem o que é isso, não sabem?).
Na saída nos separamos, já que de qualquer maneira nem caberíamos todos no mesmo táxi. Serginho e eu resolvemos vir andando pelas ruas durante um tempo, para poder apreciar um pouco a beleza da cidade. O Mário estava coberto de razão! Olinda é tudo! Cheia de casas antigas, lindas, pequenos ateliês de arte ou artesanato, restaurantes charmosos, gente na rua se divertindo, dançando e cantando. Um alegria só. Meu coração se aquece quando, à meia-noite, ando por uma cidade e ela está cheia de amigos conversando na calçada, gente tomando uma cerveja, músicos animando o ambiente. Delícia total. Mas aí começou a cair uma chuva fininha, e nós não víamos nem sinal de táxi por perto. Decidimos então pedir informações a um casal que estava justamente entrando no carro, e que parecia ser da terra.
-- Onde podemos arranjar uma condução, à 1:00 da manhã?
-- Para onde vocês estão indo?
-- Para Boa Viagem (para quem não conhece, Boa Viagem é em Recife – outra cidade!). -- Bem, a gente dá uma carona para vocês até lá embaixo, onde é mais fácil pegar condução.
-- Legal!
Papo vai, papo vem, a moça pergunta:
-- Vocês não estavam no SESC?
-- Ahã.
-- Peraí, vocês não eram os músicos?
-- Pois!
-- Pronto, nós vimos o seu concerto e adoramos!
Resultado: Fábio e Elaine, 1/5 da nossa platéia, nos trouxeram até o hotel! Não é incrível? A coincidência de pedirmos informações, em outra cidade e várias horas depois, justamente a pessoas que nos assistiram...parece até planejado, não é?