


A Cora me avisou, pelo telefone: você vai adorar o Acre!
Eu sou meio cética, achei que era exagero da Corinha, que tem uma queda por bicho, floresta, essas coisas. E que, além do mais, veio para cá com uma anfitriã especial, a Glória Perez, que deve ter mostrado para ela só os lugares mais bonitinhos...
Mas não é que Rio Branco é mesmo muito bacana? Acordei tarde, e dei uma passeada solitária pelo centro. Tudo limpinho, cuidado, arrumado. Gente com boa cara, fisionomias desestressadas, nenhum sinal de pobreza extrema. Muitos garis na rua, varrendo, e pessoal de manutenção, fechando buracos nas ruas, pintando placas...
O almoço foi num restaurante perto do nosso hotel, chamado
Bistrô d`Amazônia. Comida deliciosa, variada, feita com um capricho raro de se ver. Comi alcatra com pimenta rosa, salada com manga, uma farofa dos deuses, bolinho de peixe super gostoso... No almoço, a companhia da Rosana, do SESC e de três professores de música daqui, o André, a Ana e o Damián (na foto).
Depois do Almoço, fomos dar um passeio maior pela cidade, de carro. Vimos o mercado (show!!!!), a Fundação Municipal de Cultura (no meio de um seringal ativo!), e a Fundação Estadual de Cultura, num prédio muito amplo e bem estruturado.
As ruas, bem calçadas, sem lixo, sem bagunça. As casas todas pintadinhas, de cores vivas e alegres. Nos muros, desenhos feitos com caquinhos de azulejo.
Outro bom governo? Pois! Milagres acontecem, mesmo. O pior é que a gente pisa na cidade, olha para o chão e já sabe se o governo é bom ou corrupto. A diferença aparece de cara, em todos os detalhes, até no jeitão do povo.
Nunca pensei que eu teria inveja do pessoal de Rio Branco!