segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Feliz 2008 para todos!
A todos os amigos que visitaram o meu blog: tenham um novo ano do qual possam se lembrar, em 2009, com prazer e saudade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Faltou contar
que depois do concerto em Vitória da Conquista, Sula entabulou o maior papo com o Nozinho e o Andrade, sanfoneiro de lá. E contou que há tempos estava atrás de um acordeon, mas era difícil achar um que fosse do tamanho apropriado e tivesse o som bonito e doce. Aí eles resolveram o problema: um tinha uma loja de música, onde havia 8 acordeons, o outro, sanfonista de mão cheia, podia dar assessoria técnica à Sula. De manhã cedinho apareceram lá no hotel, levaram a Sula para a loja... resumindo: Sula adquiriu mais um instrumento para a coleção!
Um aviso e uma pergunta
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Natal

A árvore de Natal de Vitória da Conquista, BA, pelas lentes da Sula
Pessoal querido
Eu disse que ia atualizar o blog até o fim de semana, mas quem disse que consegui? Entre comprar os presentinhos de última hora, curtir a filha, a mãe e a irmã, resolver pendengas que sempre esperam a gente depois de uma longa viagem, ler jornal (pois é, fazia três meses que eu não lia jornal!), arrumar um pouquinho a casa, quem diz que sobrou tempo? Tanto mais que eu ainda fiz umas extravagâncias, do tipo ir ao salão e fazer as unhas, limpeza de pele, hidratação... já viram, né?
E assim o Natal acabou chegando.
Sei que ainda há fotos para postar e histórias para contar.
Mas eu não queria deixar passar o dia sem desejar, aos meus companheiros de viagem -- tanto a Sula. o Helder e o Mário, que foram comigo, quanto os velhos e novos amigos que nos acompanharam pelo blog -- um Natal cheio de alegria.
Aos que comentaram cada nova postagem, muito obrigada. Vocês não imaginam a força que me deram, não só para escrever o blog, mas também para enfrentar as agruras da viagem. Mesmo nos momentos mais chatos, eu acabava pensando: vai ficar engraçado quando eu contar no blog! E isso imediatamente melhorava meu humor.
Tenham todos um Natal colorido e gostoso, cheio de amigos, boa comida, boa música, boas histórias para contar, e principalmente boa saúde - que não deve faltar nunca.
Foi ótimo viajar com vocês. Não poderei viver, sem a sua, sem a sua, sem a sua companhia...
PS: Cristina, Ana Clara, Layla, Boa Idéia, Matilda, Renata, Mariana e Jaqueline, todo mundo, vocês me mandam seus endereços físicos? Quero ter vocês na minha agenda....
domingo, 23 de dezembro de 2007
E no dia seguinte....
Como vocês já sabem: chegamos!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Um passeio lindo




Na volta de Santo Antonio de Jesus, a Ana e o Angelo sugeriram que a gente passasse por uma estrada diferente da que a gente havia tomado na ida. E foi uma ótima idéia. Assim atravessamos um monte de cidadezinhas charmosas, incluindo a famosa Santo Amaro da Purificação e São Felix, onde existe uma fábrica de charutos, a Dannemann, que faz qualquer anti-tabagista ferrenha como eu virar fã incondicional de charutos.
Em primeiro lugar, o próprio prédio da Dannemann é uma beleza. Depois, a gente entra e logo vê um Centro Cultural, com galeria de Arte e um coreto interno para espetáculos de bandas. Depois, vem a fábrica propriamente dita, um espaço amplo, claro, arejado e agradável, no qual várisa moças (todas bonitas!) trabalham montando e enrolando charutos, num processo tão complicado quanto elegante, e fascinante de acompanhar. Outras moças fazem o controle de qualidade de cada charuto, com muita atenção e carinho. Todas vestem o uniforme mais bem-bolado e confortável que eu já vi: blusa branca de algodão, fresquinha, e saias floridas longas, com aquele turbantezinho característico das baianas. Funcional e lindo!
Passando por elas, chegamos num balcão de café expresso, delicioso... cortesia da casa! O cheiro de tabaco se mistura ao aroma irresistível do cafezinho bem forte, numa combinação simplesmente irresistível! Ao lado, um outro balcão oferece os produtos da casa para quem desejar comprar. São caixas de madeira, daquelas bem tradicionais e super bem feitas, com o selo da casa, e vários tipos de charutos dos mais suaves aos mais encorpados. Mesmo eu, que não fumo e nem conheço fumantes de charuto, fiquei com vontade de comprar uma caixa...
Depois, no andar de cima, há um Museu do Tabaco, com vitrines em que estão expostos os vários tipos de folhas, as flores, as ferramentes utilizadas, explicações detalhadas sobre os vários estágios de crescimento do Tabaco, tudo bem organizado e interessante.
Como se não bastasse tudo isso, nossa guia na fábrica, a Ana Paula, me contou que eles têm um programa oficial de re-florestamento. Para cada visitante que vai lá e preenche um cartão, eles plantam uma árvore, com uma placa na qual está o nome do pai/mãe da árvore filhote adotada, para quem mandam notícias esporádicas de seu rebento. "Adotei" uma árvore, claro. Sabem quanto custou? Nada. Cortesia da Dannemann. Num canto, havia folhetos em todas as línguas, para os turistas estrangeiros...
No final a Ana Paula me trouxe uns cartões postais da fábrica. Disse que eu podia escrever para quem eu quisesse. A Dannemann se encarrega de remeter os cartões.
Sabe o quê? Tem gente que merece fazer dinheiro....
PS: Estou escrevendo em casa, do meu computador grandão (nossa, vocês nem imaginam a diferença que faz um teclado de verdade e uma tela grandona, para quem é míope feito eu!). Mas as fotos estão no Vaiozinho. Logo que eu tiver energia, eu pego de lá, passo para cá e posto. Por enquanto, vocês terão que se contentar com as fotos da Dannemann que estão num post anterior...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Voltando de Santo Antonio
Salvador
Pessoal
O dia hoje foi simplesmente ótimo. Fechamos a tournée com chave de ouro, e tenho muito para contar. mas... estou exausta! E amanhã temos que acordar às 7hs....porque vamos VOLTAR PARA CASA!!!!!!!!!!!!
Prometo que até o fim de semana atualizo tudo. Por agora, só para dar gostinho:
Vonheci a Matilda! lá lá lá lá lá!!!!!!!Foi um dos pontos altos de um dia cheio de alegrias. Tá aqui a prova documental: A Matilda e a Mariana, filha dela, comigo, depois do concerto.

E aqui, o que ela escreveu, nos comentários do post abaixo:
Matilda Penna disse...
Ah! E eu peguei a estrada (a Paralela é quase uma estrada), o engarrafamento das seis horas (época de Natal piora tudo), desequilibrei na subida da ladeira do Pelô (fui de salto, claro, sou mesmo uma anta), cheguei quase em cima da hora mas, que maravilha, ainda bem que eu fui, uma delícia de som.
Minha alma se afogou ouvindo Dores, adorei Dores, sabe fechar os olhos e deixar o som entrar, nota por nota, não é um conjunto de instrumentos, é cada um num junto-separado, algo assim, enleva.
Adorei conhecer Laura, Sula, ver a espineta espivitada (é rosa-choque, han!han!), o som da viola de gamba é forte, preenche tudo quando toca, a voz do Helder também, toma o ar.
Mas adorei mesmo foi Laura, linda, doce como som de flauta, uma flor de pessoa, leve. Laura, você é leve, suave, e estava linda na bata verde da 'enfiação do pé na jaca', valeu a pena, ficou ótima de verde, estava um arraso!
E na volta para casa vim assoviando: "Ô Mana deixa eu ir, ó Mana eu vou só, ô Mana deixa eu ir
pro o sertão de Caicó"
Essa mistura do novo com o antigo deu certo, como diz o baiano, ficou bonito, ficou lindo!
O dia hoje foi simplesmente ótimo. Fechamos a tournée com chave de ouro, e tenho muito para contar. mas... estou exausta! E amanhã temos que acordar às 7hs....porque vamos VOLTAR PARA CASA!!!!!!!!!!!!
Prometo que até o fim de semana atualizo tudo. Por agora, só para dar gostinho:
Vonheci a Matilda! lá lá lá lá lá!!!!!!!Foi um dos pontos altos de um dia cheio de alegrias. Tá aqui a prova documental: A Matilda e a Mariana, filha dela, comigo, depois do concerto.

E aqui, o que ela escreveu, nos comentários do post abaixo:
Matilda Penna disse...
Ah! E eu peguei a estrada (a Paralela é quase uma estrada), o engarrafamento das seis horas (época de Natal piora tudo), desequilibrei na subida da ladeira do Pelô (fui de salto, claro, sou mesmo uma anta), cheguei quase em cima da hora mas, que maravilha, ainda bem que eu fui, uma delícia de som.
Minha alma se afogou ouvindo Dores, adorei Dores, sabe fechar os olhos e deixar o som entrar, nota por nota, não é um conjunto de instrumentos, é cada um num junto-separado, algo assim, enleva.
Adorei conhecer Laura, Sula, ver a espineta espivitada (é rosa-choque, han!han!), o som da viola de gamba é forte, preenche tudo quando toca, a voz do Helder também, toma o ar.
Mas adorei mesmo foi Laura, linda, doce como som de flauta, uma flor de pessoa, leve. Laura, você é leve, suave, e estava linda na bata verde da 'enfiação do pé na jaca', valeu a pena, ficou ótima de verde, estava um arraso!
E na volta para casa vim assoviando: "Ô Mana deixa eu ir, ó Mana eu vou só, ô Mana deixa eu ir
pro o sertão de Caicó"
Essa mistura do novo com o antigo deu certo, como diz o baiano, ficou bonito, ficou lindo!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Hoteis

Curiosidades dos nossos hotéis: no hotel de ontem, como de hábito, o Helder recebeu o controle remoto da TV junto com as chaves. Ao chegar no quarto, ficou perplexo, tentando achar o aparelho de televisão. Estaria dentro do armário? Do Frigobar? Será que nosso amigo estava tão cansado que nem conseguia ver um troço grande como uma TV? Que nada! Simplesmente o quarto não tinha TV, e o rapaz da portaria deve ter dado o controle remoto por puro hábito. Em compensação o ar condicionado do quarto do Mário era... dentro do banheiro!
Já no hotel de hoje, Mário está no terceiro andar (sem elevador!) e no quarto de Sula não há água quente. Ela teve que vir tomar banho no meu quarto – fui premiada, com quarto no andar térreo e com chuveiro quente!
De simpático: nosso hotel tem um gato-de-guarda. Fica o tempo todo na porta, conferindo o vai e vem dos hóspedes. E tem também um cãozinho residente. Pertence a um médico que mora aqui, é uma yorkshire terrier e se chama Tequila... Muito bonitinha! Está grávida de dois filhotes (o dono sabe porque, como é médico, fez uma ultra-sonografia da cadelinha!).
O avião de Vitória da Conquista atrasou bem pouco, e chegamos ao aeroporto na mesma hora em que chegou, do Rio, o Wagner, do SESC. Ele e a Ana, do SESC Bahia, viajaram conosco até Santo Antonio de Jesus... A viagem dura 3 horas, e assim chegamos novamente em cima da hora, e a pobre da Sula foi direto para o Teatro, para afinar a espineta. Helder, Mário e eu ainda tivemos tempo para tomar um banho antes de ir para o concerto.
A apresentação aqui em Santo Antonio de Jesus foi ótima. Público grande, que nem cabia na sala. Gente sentada no chão e até em pé, e, apesar do calor infernal, ninguém abandonou a sala. Muito bacana. Demos montes de autógrafos!
A apresentação aqui em Santo Antonio de Jesus foi ótima. Público grande, que nem cabia na sala. Gente sentada no chão e até em pé, e, apesar do calor infernal, ninguém abandonou a sala. Muito bacana. Demos montes de autógrafos!
Dois amigos

Na foto acima, a Andréa e o João Paulo, nossos salvadores da Pátria. Foi graças aos dois heróis que ontem houve concerto em Vitória da Conquista. Vocês já pensaram, ter que recepcionar 4 músicos, se certificar de que estavam bem hospedados, arranjar um instrumento e uma estante de música dobrável e ainda providenciar um lanche maravilhoso, tudo isso em menos de uma hora? Pois...
Off-topic
Além das saudades individuais que acometem cada um dos membros do Re-Toques, tem uma que é comum a todos: saudade de comida SEM coentro! Desde que viemos para o Nordeste, percebemos que tudo leva coentro, da carne seca ao feijão, passando pelo peixe e pela farofa. TUDO! Ninguém mais aguenta Coentro! Ante-ontem, em Feira de Santana (exaustos depois do concerto e loucos para ir dormir), resolvemos pedir uma pizza margarita para tentar dar um descanso às nossas massacradas papilas gustativas. Aí pelo menos a comida chegaria rápido, haveria apenas queijo, tomate e o tradicional manjericão. Doce ilusão. A pizza levou uma hora e meia para chegar... veio fria, e coberta de... COENTRO!!!!!!Sula quase teve um ataque de nervos! A gente já não tem coragem de pedir sorvete, com medo que venha coroado com a indefectível erva (daninha!!!!).
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Em Vitória da Conquista

Na praça principal já é Natal...
Saímos de Feira de Santana de manhã, com amplo tempo para chegarmos ao aeroporto de Salvador, no qual pegaríamos o vôo de 13:45 para Vitória da Conquista. Amplo tempo, em condições normais. Só que, na estrada, pegamos um engarrafamento monstruoso, causado por um desastre envolvendo três caminhões. Chegamos esfalfados, às 12:20. Corremos para o balcão da Ocean Air... apenas para descobrirmos que o vôo estava super atrasado. Previsão de chegada do avião às 16:40...
Mais ainda: descobrimos que a Ocean Air não podia remeter nossa espineta como bagagem, mas apenas (novamente!) como carga. Felizmente, como estamos ficando mais espertos, não havíamos ainda dispensado o S. Angelo, de modo que pedimos que ele levasse a espineta para o outro terminal e a remetesse como carga.
Às cinco horas embarcamos, apreensivos. Afinal, o concerto era às oito. Será que daria tempo?
Também estávamos apreensivos por que o avião era mínimo, um Fokker 50, entupido de gente.
Mas o piloto era ótimo, e chegamos direitinho, às 18:45.
Nós chegamos... mas a espineta, não! A mocinha da Ocean Air nos explicou que nosso instrumentinho ficara em Salvador, "porque não cabia no avião". Juro!
A Andrea, do SESC de Vitória da Conquista, ficou beige. Mas nos largou no hotel para um banho a jato, e foi tentar arranjar algum tipo de teclado para substituir a espineta. E não é que conseguiu?
Às oito da noite, miraculosamente, chegamos ao Teatro, junto com o Tiago, o anjo da guarda que nos emprestou seu teclado Roland para o concerto. Mais uma vez, a super Sula enfrentou galhardamente o desafio de tocar um recital inteiro num instrumento que ela não conhecia e no qual não havia podido tocar uma nota sequer, antes do concerto! Só ela, mesmo!
O público era o máximo, eminentemente jovem, e com vários músicos entusiasmados, inclusive o Marcos Ferreira, que eu conhecia lá do Rio, o Andrade (um sanfoneiro daqui) e o Nozinho, além de dois irmãos gêmeos simpaticíssimos, o Leandro e o Leonardo, que tocam piano e violão.
Na saída, mais um pequeno incidente: pedi ao Mário para fotografar o imenso Outdoor que estava na entrada do Teatro (como sou muito baixinha, não conseguia arranjar um ângulo decente). Na hora em que passei a máquina para ele, ela escorregou, e numa espetacular operação de salvamento o Mário se jogou ao chão com mais élan do que jogador de futebol tentando evitar um gol em copa do mundo. Resultado: a máquina caiu, ainda assim, e o Mário também se estatelou, coitado!
Mas para a história acabar com final feliz, nem o Mário nem a Samsung se machucaram!
Tá aqui a prova, a foto tirada depois do incidente (prova que a máquina funcionou e que o Mário ainda estava vivo!):
Não resisti
Pessoal
Cheguei no hotel agorinha, e achei este comentário maravilhoso no post sobre Feira de Santana. Puxei aqui para cima, para o caso de alguém não ter visto nos comentários. Tá, sei que é falta de modéstia... mas me encheu o coração....
Ísis, muito, muito obrigada. É por causa de pessoas como você que vale a pena a gente entrar numa aventura louca como esta nossa....
Ísis Moraes disse...
Olá, parabéns outra vez pelo concerto de ontem! Lindo! Simplesmente lindo! Acreditem, valeu a pena enfrentar os trovões. Vocês são maravilhosos! Tenho paixão por música, embora me falte talento para executá-la. Estudei flauta doce dois anos, mas preferi deixar o ofício para quem, como vocês, parece tocado por algo invisível e sublime, algo que costumeiramente é chamado de dom. Preferi apurar os ouvidos, porque, estes sim, parecem possuir o dom de ouvir a beleza da música em sua plenitude. E se algo define a música executada por vocês este algo se chama beleza. Nunca mais a música executada ao vivo tinha me emocionado tanto quanto ontem. Saí do teatro mais apaixonada e, espero, poder ter acesso ao cd de vocês, quando este for gravado. Deixo aqui o meu e-mail, para que, se possível, avisem-me quando o álbum for lançado: isis.m.ramos@bol.com.br
Abraços e muito sucesso!
Cheguei no hotel agorinha, e achei este comentário maravilhoso no post sobre Feira de Santana. Puxei aqui para cima, para o caso de alguém não ter visto nos comentários. Tá, sei que é falta de modéstia... mas me encheu o coração....
Ísis, muito, muito obrigada. É por causa de pessoas como você que vale a pena a gente entrar numa aventura louca como esta nossa....
Ísis Moraes disse...
Olá, parabéns outra vez pelo concerto de ontem! Lindo! Simplesmente lindo! Acreditem, valeu a pena enfrentar os trovões. Vocês são maravilhosos! Tenho paixão por música, embora me falte talento para executá-la. Estudei flauta doce dois anos, mas preferi deixar o ofício para quem, como vocês, parece tocado por algo invisível e sublime, algo que costumeiramente é chamado de dom. Preferi apurar os ouvidos, porque, estes sim, parecem possuir o dom de ouvir a beleza da música em sua plenitude. E se algo define a música executada por vocês este algo se chama beleza. Nunca mais a música executada ao vivo tinha me emocionado tanto quanto ontem. Saí do teatro mais apaixonada e, espero, poder ter acesso ao cd de vocês, quando este for gravado. Deixo aqui o meu e-mail, para que, se possível, avisem-me quando o álbum for lançado: isis.m.ramos@bol.com.br
Abraços e muito sucesso!
Feira de Santana
Como vocês já sabem, almoçamos em Salvador, e só saímos para Feira depois do almoço. Assim chegamos aqui de tarde, e fomos direto para o Hotel, que fica meio isolado do centro. O concerto era cedo, às 19horas. Não tivemos tempo de passear pela cidade, daí a falta de fotos.
Tocamos num teatro bastante grande e bem aparelhado (Espaço Cultural do CDL), e lá encontramos um belo lanche esperando pela gente: salgadinhos, frutas variadas, docinhos de maracujá e coco, refrigerantes, água e café. Como a lei de Murphy não falha, o Mário foi o primeiro a atacar um salgadinho... e este era de camarão. E daí? Daí que o Mário é extremamente alérgico a camarão! Mas ele foi logo cuspir o mau elemento e enxaguar a boca, e por sorte nada aconteceu.
Mas o que aconteceu foi uma chuva daquelas, com raios e trovões assustadores. E como, ao que parece, chuvas aqui são ocorrência rara, o toró afastou uma boa parte do público. Ainda assim, os heróis que apareceram gostaram muito, bateram palmas de pé e pediram bis.
Hoje, de manhã ainda, voltamos para Salvador, e de lá vamos de avião para Vitória da Conquista, onde teremos oncerto à noite.
Tocamos num teatro bastante grande e bem aparelhado (Espaço Cultural do CDL), e lá encontramos um belo lanche esperando pela gente: salgadinhos, frutas variadas, docinhos de maracujá e coco, refrigerantes, água e café. Como a lei de Murphy não falha, o Mário foi o primeiro a atacar um salgadinho... e este era de camarão. E daí? Daí que o Mário é extremamente alérgico a camarão! Mas ele foi logo cuspir o mau elemento e enxaguar a boca, e por sorte nada aconteceu.
Mas o que aconteceu foi uma chuva daquelas, com raios e trovões assustadores. E como, ao que parece, chuvas aqui são ocorrência rara, o toró afastou uma boa parte do público. Ainda assim, os heróis que apareceram gostaram muito, bateram palmas de pé e pediram bis.
Hoje, de manhã ainda, voltamos para Salvador, e de lá vamos de avião para Vitória da Conquista, onde teremos oncerto à noite.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Para a Cristina, que pediu
Cristina, o hotel de Salvador é uma graça, mesmo. Recomendo! Aqui, além do endereço e telefone, há fotos e explicações:
http://www.hotelcatharinaparaguacu.com.br/
http://www.hotelcatharinaparaguacu.com.br/
Voltando um pouco no tempo
sábado, 15 de dezembro de 2007
Bahia, terra da felicidade...
Chegamos a Salvador um pouco temerosos. É que nós havíamos sido informados de um horário para nosso vôo para Salvador e o pessoal do SESC Maceió, de outro, diferente. E se não houvesse ninguém no aeroporto de Salvador para nos buscar? Afinal, não seria a primeira vez, e hoje é sábado, e não tínhamos o telefone de contato de ninguém... Mas que nada, ao desembarcarmos já estava lá a Lucinha do SESC com seu Angelo, o motorista. Tudo estaria perfeito, se não fosse por um pequeno detalhe: quando fomos pegar as malas na esteira nos demos conta de que, de tão cansados que estávamos, havíamos esquecido os pés da espineta no hotel de Maceió! Sim, a espineta havia ficado no guarda volumes de Salvador, dentro do case, e estava à nossa espera. Mas quando tínhamos tido todo o quiprocó na Gol, seus pés, que “andam” num estojo separado, já haviam sido embarcados... E como em Maceió não usamos o instrumento, acabamos apagando da memória o estojo com os pés e com a minha estante!
Quando nos tocamos da bobeada que demos, caímos numa gargalhada incontrolável. Parece até que estamos pulverizando a coitadinha da espineta pelo Brasil todo: pés em Maceió, tampa em Palmas...
Bem, mas vamos ter que arranjar alguma mesa para servir de suporte, e descolar algum amigo músico que tenha estante para nos emprestar. Não é tão sério. Para quem já enfrentou o público sem espineta alguma, uma espineta manca já é um progresso! Só que parece uma daquelas pragas bíblicas: "Nunca terás um instrumento inteiro para servir-te, para que a soberba não se instale em vosso coração"!
Lucinha nos levou para um restaurante oriental delicioso (acho que se chama Tempura) e depois de um almoço nota dez fomos ao SESC, nos encontrar com a Ana, gerente de lá. No caminho, a Lucinha nos deu uma pasta toda organizada, com itinerários dentro do estado, nomes e telefones dos hotéis em que vamos ficar, agenda cultural de Salvador, e até mesmo sugestões de restaurantes na cidade! Nos mostrou também o belíssimo programa feito pelo SESC da Bahia para os nossos recitais, com textos sobre cada peça, currículos nossos, uma coisa organizada e de bom gosto.
Como se não bastasse, o Hotel em que nos hospedaram é um primor: uma casa antiga toda reformada, mas mantendo suas características originais, o Hotel Catharina Paraguaçu parece uma daquelas pousadas européias charmosíssimas que a gente vê nas revistas de decoração ou de viagem, e que costumam estar sempre longe do alcance de meros mortais.

Meu quarto não é lindo?
Cada quarto diferente do outro, flores para todos os lados, chão de ladrilho hidráulico (Jaqueline, Mariana, vocês iam adorar!!!!!!), varandinhas dando para o jardim, colchas de crochê, tudo muito personalizado, com jeito de casa, e não de cadeia de hoteis. Mas ao mesmo tempo o ar condicionado é eficiente e silencioso, o banheiro é ótimo, o quarto tem cama de casal, TV a cabo, frigo-bar... Delícia! Ainda por cima é bem localizado, no bairro de Rio Vermelho, pertinho da praia, de uma praça linda, numa rua cheia de restaurantes...
Quando nos tocamos da bobeada que demos, caímos numa gargalhada incontrolável. Parece até que estamos pulverizando a coitadinha da espineta pelo Brasil todo: pés em Maceió, tampa em Palmas...
Bem, mas vamos ter que arranjar alguma mesa para servir de suporte, e descolar algum amigo músico que tenha estante para nos emprestar. Não é tão sério. Para quem já enfrentou o público sem espineta alguma, uma espineta manca já é um progresso! Só que parece uma daquelas pragas bíblicas: "Nunca terás um instrumento inteiro para servir-te, para que a soberba não se instale em vosso coração"!
Lucinha nos levou para um restaurante oriental delicioso (acho que se chama Tempura) e depois de um almoço nota dez fomos ao SESC, nos encontrar com a Ana, gerente de lá. No caminho, a Lucinha nos deu uma pasta toda organizada, com itinerários dentro do estado, nomes e telefones dos hotéis em que vamos ficar, agenda cultural de Salvador, e até mesmo sugestões de restaurantes na cidade! Nos mostrou também o belíssimo programa feito pelo SESC da Bahia para os nossos recitais, com textos sobre cada peça, currículos nossos, uma coisa organizada e de bom gosto.
Como se não bastasse, o Hotel em que nos hospedaram é um primor: uma casa antiga toda reformada, mas mantendo suas características originais, o Hotel Catharina Paraguaçu parece uma daquelas pousadas européias charmosíssimas que a gente vê nas revistas de decoração ou de viagem, e que costumam estar sempre longe do alcance de meros mortais.

Meu quarto não é lindo?
Cada quarto diferente do outro, flores para todos os lados, chão de ladrilho hidráulico (Jaqueline, Mariana, vocês iam adorar!!!!!!), varandinhas dando para o jardim, colchas de crochê, tudo muito personalizado, com jeito de casa, e não de cadeia de hoteis. Mas ao mesmo tempo o ar condicionado é eficiente e silencioso, o banheiro é ótimo, o quarto tem cama de casal, TV a cabo, frigo-bar... Delícia! Ainda por cima é bem localizado, no bairro de Rio Vermelho, pertinho da praia, de uma praça linda, numa rua cheia de restaurantes...
Em Maceió
Por sorte o hotel (Tambaqui Praia Hotel) é bem bom, tem quarto amplo, TV e ar condicionado (funcionando!), e chuveiro de verdade, com água abundante (e quente! Nem acreditei!). No dia seguinte o café da manhã gostoso continuou a melhorar sensivelmente o nosso humor. O estado de espírito light também foi ajudado pela beleza da orla de Maceió, que aproveitamos bastante. Sula, a aventureira, foi à Praia do Francês. Mário — louco por praia – foi andar de jangada. Helder e eu exploramos juntos um centro de artesanato vizinho ao hotel.

Também ficamos mais alegres ao ver nossa foto na PRIMEIRA PÁGINA do jornal local!


Mas isso nos deixou preocupados: caramba, o concerto estava sendo bem divulgado, nós estávamos sendo bem recebidos... e não tínhamos instrumento para tocar! Mas o Júlio, do SESC, nos deu a boa notícia: o teatro do SESC local tem um piano de ¾ de cauda, que ainda por cima estava afinadinho! Resultado: pela primeira vez fizemos nosso programa com piano. E não é que ficou bom? Graças à Sula, heroína da noite, que tocou tudo, sem ensaio, como se a vida inteira só tocasse piano. O público adorou, vários músicos que estavam na platéia vieram comentar que foi ótimo! Aliás o pessoal do SESC gravou tudo. Talvez eu consiga blogar um trechinho desta apresentação inédita!

Também ficamos mais alegres ao ver nossa foto na PRIMEIRA PÁGINA do jornal local!


Mas isso nos deixou preocupados: caramba, o concerto estava sendo bem divulgado, nós estávamos sendo bem recebidos... e não tínhamos instrumento para tocar! Mas o Júlio, do SESC, nos deu a boa notícia: o teatro do SESC local tem um piano de ¾ de cauda, que ainda por cima estava afinadinho! Resultado: pela primeira vez fizemos nosso programa com piano. E não é que ficou bom? Graças à Sula, heroína da noite, que tocou tudo, sem ensaio, como se a vida inteira só tocasse piano. O público adorou, vários músicos que estavam na platéia vieram comentar que foi ótimo! Aliás o pessoal do SESC gravou tudo. Talvez eu consiga blogar um trechinho desta apresentação inédita!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Gol contra

Bem, a viagem de Petrolina para Maceió foi um desastre perfeito.
Saímos do hotel de Petrolina ao meio-dia e meia, e embarcamos sem problemas num avião da Ocean Air, com destino a Salvador. O sanduíche que serviram no avião estava quente e bom, uma verdadeira raridade, já que atualmente em vôos curtos costumam oferecer apenas as detestáveis barrinhas de cereais.

Ao chegarmos a Salvador, às 15hs, percebemos que as malas já estavam na esteira antes mesmo de nós termos chegado na sala de desembarque. So far, so good.
Com tal início promissor, fomos todos animados para a fila de check-in da Gol (simplesmente gigantesca!), para nos livrarmos das malas e da espineta e podermos usar as 9 horas que teríamos entre os dois vôos em algo de útil ou pelo menos de divertido. Depois de um tempão na fila, descobrimos que o check-in só poderia ser feito depois das 20 horas. Nada de passeio para nós. Quem manda viajar, também! Bem feito, agora teríamos que passar as 9 horas de castigo no aeroporto, mesmo.
Demos quinhentas voltas pelos corredores, conhecemos a fundo todas as lojinhas, jantamos, fomos trezentas vezes ao banheiro...e às 9 da noite voltamos para a fila da Gol.
Ao chegar a nossa vez, uma surpresa desagradabilíssima: a Gol não aceitou levar a nossa espineta! Como não é uma mala, eles não levam. Aliás, o pessoal da Gol tem a orientação expressa de considerar todos os instrumentos musicais como CARGA!!!!!!!!!!
Bem, então vamos remeter como carga. Ah, mas para isso precisaríamos ir para outro local, que é onde se remetem as cargas da Gol. Não outro local no mesmo prédio... mas outro terminal, bem longe do aeroporto. E, sem uma van, não tínhamos nenhuma maneira de chegar a este outro local carregando o case da espineta, que mede 2 metros! Enquanto eu ficava de babá das malas, Mário, Helder e Sula tentaram argumentar, implorar, rodar a baiana, chegaram a chamar o pessoal da ANAC, mas nada funcionou. Ficamos totalmente perplexos: como poderíamos viajar, se não podíamos nem levar a espineta, nem deixá-la no aeroporto? Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.
Por sorte Sula descobriu, do lado de fora do aeroporto, uma empresa de guarda volumes. “Internamos” a espineta lá, e embarcamos – sem nosso instrumento – para Maceió. Em Maceió, teríamos que arranjar um teclado qualquer para a Sula tentar substituir a espineta. Ou então, como forma de protesto, ela poderia sentar no palco e fazer mímica...
Mas a epopéia ainda não havia acabado: o vôo da Gol atrasou 2 horas.
Chegamos em Maceió, portanto, depois das 3 horas da matina, exaustos, com fome, irritados... e sem espineta!
Para combinar com uma viagem tão miserável, ao descermos do avião, fomos atacados por um cheiro insuportável que infestava o aeroporto inteiro. Cheiro de quê? Bem... ahan...hmmmm.... daquilo mesmo que vocês estão pensando. O Honório, simpaticíssimo motorista que foi nos pegar, nos explicou que o odor característico é exalado por um produto usado nas usinas de cana, que são pertinho do aeroporto....
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Petrolina
Pronto, estamos quase totalmente atualizados. Só vão ficar faltando as fotos. O pessoal já está lá embaixo, me esperando para irmos ao aeroporto. Até breve!
Chegamos em Petrolina na hora do almoço. Sula e eu estávamos esfomeadas e decidimos: chega de comer em restaurantes a quilo medíocres! Custe o que custar, merecemos comer bem, pelo menos uma vez a cada 20 dias, caramba! Abordamos uma mocinha simpática na rua e perguntamos: Qual o melhor restaurante da cidade? Ela nem pestanejou, indicou peremptoriamente um restaurante chamado Macaxeira. Andamos, andamos... e chegamos... tantararam... no tal retaurante... que era um restaurante a quilo bem medíocre! Sem outra opção, comemos lá mesmo.
Depois do almoço andamos mais um pouco (sob sol escaldante!) e acabamos chegando nas margens do rio S. Francisco. Lá havia ma balsa ancorada, prestes a cruzar o rio. Sula nem teve dúvidas, propôs logo: vamos para Juazeiro?
Fomos. Afinal, eu jamais recusaria uma proposta dessas!

Na barca, de Petrolina para Juazeiro
O Rio S. Francisco é lindo e o passeio de barco foi gostoso. Mas dá um pouco de pena ver como é mal explorado o turismo no nosso país. Em qualquer outro lugar do mundo as margens do Rio teriam montes de quiosques simpáticos, com especialidades locais: sucos, tapiocas, sorvetes. Aqui, nada. Levei um tempão procurando algum lugar que tivesse um simples picolé kibom, e não há nada nem vagamente turístico por aqui...
Sula foi comprar um vestidinho numa loja de Juazeiro, e a vendedora não aceitou nem cheque nem cartão. Só trabalha com dinheiro vivo... céus!

O barco que nos trouxe de volta...
O concerto foi no Teatro do SESC, que tem uma acústica um pouco estranha – a gente acha que a platéia não está escutando nada!- mas parece que é só impressão. O pessoal gostou bastante, e muitos subiram ao palco depois, para nos parabenizar
Chegamos em Petrolina na hora do almoço. Sula e eu estávamos esfomeadas e decidimos: chega de comer em restaurantes a quilo medíocres! Custe o que custar, merecemos comer bem, pelo menos uma vez a cada 20 dias, caramba! Abordamos uma mocinha simpática na rua e perguntamos: Qual o melhor restaurante da cidade? Ela nem pestanejou, indicou peremptoriamente um restaurante chamado Macaxeira. Andamos, andamos... e chegamos... tantararam... no tal retaurante... que era um restaurante a quilo bem medíocre! Sem outra opção, comemos lá mesmo.
Depois do almoço andamos mais um pouco (sob sol escaldante!) e acabamos chegando nas margens do rio S. Francisco. Lá havia ma balsa ancorada, prestes a cruzar o rio. Sula nem teve dúvidas, propôs logo: vamos para Juazeiro?
Fomos. Afinal, eu jamais recusaria uma proposta dessas!

Na barca, de Petrolina para Juazeiro
O Rio S. Francisco é lindo e o passeio de barco foi gostoso. Mas dá um pouco de pena ver como é mal explorado o turismo no nosso país. Em qualquer outro lugar do mundo as margens do Rio teriam montes de quiosques simpáticos, com especialidades locais: sucos, tapiocas, sorvetes. Aqui, nada. Levei um tempão procurando algum lugar que tivesse um simples picolé kibom, e não há nada nem vagamente turístico por aqui...
Sula foi comprar um vestidinho numa loja de Juazeiro, e a vendedora não aceitou nem cheque nem cartão. Só trabalha com dinheiro vivo... céus!

O barco que nos trouxe de volta...
O concerto foi no Teatro do SESC, que tem uma acústica um pouco estranha – a gente acha que a platéia não está escutando nada!- mas parece que é só impressão. O pessoal gostou bastante, e muitos subiram ao palco depois, para nos parabenizar
Já é Natal em Bodocó!
Bodocó
Ouricuri
Apesar de nosso concerto ser em Bodocó, ficamos hospedados em Ouricuri, pois Bodocó é tão pequenininha que não tem hotel algum. O hotel de Ouricuri, por incrível que pareça, é bem decente, e tem a característica original de ser inteiramente administrado por mulheres. Tem uns detalhes bonitinhos, por exemplo: aparelho de barbear descartável, pasta de dentes e escova, entre os brindes do banheiro. Coisa de hotel bem mais caro!
Quando chegamos, demos uma voltinha por Ouricuri, onde havia uma feirinha. Aí estão algumas fotos.





Quando chegamos, demos uma voltinha por Ouricuri, onde havia uma feirinha. Aí estão algumas fotos.





O concerto em Araripina

O Mário com dois membros da nossa platéia: O Victor e o Thiago
O concerto foi no próprio SESC, onde já havia uma platéia paciente às 19hs, quando lá chegamos. Como é hábito por aqui, o recital só começou mais de meia hora depois da hora aprazada. E ninguém do público foi embora! Esse pessoal é realmente muito cordato...
Aliás, por falar em paciência, uma coisa que temos notado é que, contrariamente ao que se poderia esperar, as cidades pequenas pelas quais passamos são incrivelmente... barulhentas! É que todas elas têm aqueles detestáveis carros de som que passam pelas ruas anunciando desde velórios a ofertas de liquidificador (e às vezes, até concertos do Grupo Re-Toques! ;).
De manhã, por exemplo, acordei sobressaltada com o uivo de alto-falantes que pareciam estar dentro do quarto do hotel, de tão ofensivos. E não era às 9hs, não! Era às 5:40 da matina! Só arrisquem uma espiadinha no tamanho dos berrantes no topo do carro.... Agora, sabem o que é mais incrível? A Sula estava dormindo tão profundamente que nem percebeu a passagem do trovejante!
Ah, os hotéis....
Ao chegarmos no hotel, nos deparamos com um problema meio surreal: os quartos que nos foram designados pelo SESC, além de não terem janelas, eram tão pequenos, mas tão pequenos, que não dava para entrar com a mala. Ou entrava a mala, ou entrava o hóspede. Abrir a mala, então nem pensar. Para vocês terem uma idéia, eis a prova documental: (PS: as fotos estão na máquina da Sula, que, criatura sensata que é, já está dormindo! Vou ficar devendo esta)
Araripina

Pronto, pessoal, vocês já não deviam mais estar aguentando fotos de Triunfo, não é?
Para aqueles que estão intrigados e andam perguntando: nós ainda estamos em Pernambuco. Já passamos por Araripina, Bodocó e Ouricuri, e chegamos a Petrolina. Hoje sairemos daqui para ir até Maceió, no Alagoas. Mas por causa da confusão da nossa linda malha aérea e da lógica peculiar do nosso itinerário, este "pulinho" irá levar o dia inteiro. Daqui iremos para o Recife, do Recife para Salvador, e de Salvador para Maceió. Cada uma dessas conexòes levará várias horas... haja paciência!
No entretempo, o blog está atrasado. Mas estou fazendo o possível para deixá-lo atualizado, OK?
Bem, de Triunfo rumamos para Araripina. Na estrada, vimos um fenômeno raro por aqui: um arco-íris!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Não canso de Triunfo...
E mais algumas fachadas interessantes










Tá, eu sei que já postei um monte de fotos de fachadas de Triunfo. Mas é só para vocês perceberem a íncrível quantidade de casinhas legais que existe nesta cidade mínima. A impressão que a gente tem é que basta apontar as lentes da máquina fotográfica para qualquer direção que a foto vai acabar tendo alguma casinha bonita ou engraçada...
Ainda Triunfo
Como eu disse antes, Triunfo é uma belezinha de cidade, que se espalha harmoniosamente por altos e baixos. As casas, bem tradicionais, são pintadas de cores vivas, em combinações freqüentemente surpreendentes. O resultado é alegre, e é difícil andar pela cidade sem se deixar contagiar pelo espírito leve refletido nas fachadas tão vivas. Aqui está uma pequena amostragem:

















segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Em Triunfo


A vista da janela do meu quarto... Linda, né?


O concerto em Triunfo foi no próprio Centro de Eventos do Hotel do SESC, que tem um teatro bem bacana, amplo e bem construído. Aliás, o hotel todo é muito bom, confortável, com quartos arejados e jeitosos, um banheiro grande e super bem planejado (tem até uma espécie de cadeira desdobrável dentro do cheveiro, ótima para lavar os pés, e também para pessoas de mais idade, ou acidentadas - pensei logo na Cora!), piscina deliciosa e um restaurante bastante bom, sendo que todo o pessoal é muito bem treinado. O hotel fica no alto de um morro, com uma bela vista para a cidade, lá embaixo. E a coisa mais charmosa é que ele se liga ao centro de Triunfo através de um teleférico!
Nós ficamos um pouco apreensivos antes do concerto. É que soubemos que iríamos nos apresentar depois de um espetáculo de xaxado, e não há coisa mais anticlimática do que tocar depois de um grupo de dança animada e barulhente. Também estávamos preocupados com outra coisa: se o hotel fica tão isolado da cidade, que público haveríamos de ter?
Mas no final deu tudo certo. Ficamos para ver a garotada do grupo de xaxado, e depois constatamos que nossa platéia era constituída por uma turma grande que estava hospedada no próprio hotel, um pessoal muito simpático do SESC Santo Amaro, que adorou o nosso recital. Depois do recital, muitos vieram bater papo conosco: um livreiro, um anestesista e um engenheiro eletricista, com suas respectivas famílias; uma senhora que havia conversado comigo depois do almoço...
As janelas do Centro de Artesanato
Problemas com as máquinas
Pessoal querido
Estamos agora em Araripina, e tenho apenas alguns minutos para postar antes do concerto. Mas provavelmente não conseguirei postar depois, infelizmente. É que nosso hotel tem uma salinha de informática com duas máquinas, mas nenhuma tem possibilidade de ler pen-drives ou DVDS e as fotos recentes estão todas no pen drive! O pior é que tenho bastante fotos novas da nossa última parada, Triunfo,que é uma cidade muito lindinha, mesmo. Vou ter que esperar até a próxima cidade, se bem que duvido um pouco que a situação em Bodocó seja muito melhor do que aqui em Araripina. Tentei postar do hotel de Triunfo, mas a Internet de lá só funciona em trechos de meia hora (não dá para comprar uma hora inteira, vá entender!). E como o computador é lento, as fotos começavam a subir e no finalzinho....cabuf! caía a ligação e eu perdia tudo. Muito frustrante!
Talvez eu só consiga uma conexão melhor em Petrolina, que é uma cidade maior...
Estou louca para postar as fotos, gostei demais de TRiunfo e queria mostrar para vocês por quê...
Estamos agora em Araripina, e tenho apenas alguns minutos para postar antes do concerto. Mas provavelmente não conseguirei postar depois, infelizmente. É que nosso hotel tem uma salinha de informática com duas máquinas, mas nenhuma tem possibilidade de ler pen-drives ou DVDS e as fotos recentes estão todas no pen drive! O pior é que tenho bastante fotos novas da nossa última parada, Triunfo,que é uma cidade muito lindinha, mesmo. Vou ter que esperar até a próxima cidade, se bem que duvido um pouco que a situação em Bodocó seja muito melhor do que aqui em Araripina. Tentei postar do hotel de Triunfo, mas a Internet de lá só funciona em trechos de meia hora (não dá para comprar uma hora inteira, vá entender!). E como o computador é lento, as fotos começavam a subir e no finalzinho....cabuf! caía a ligação e eu perdia tudo. Muito frustrante!
Talvez eu só consiga uma conexão melhor em Petrolina, que é uma cidade maior...
Estou louca para postar as fotos, gostei demais de TRiunfo e queria mostrar para vocês por quê...
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