terça-feira, 23 de outubro de 2007

Contraste











O recital ontem em Porto Alegre foi... bem, um pouco decepcionante. Sofreu de síndrome da cidade grande, ou sei lá o quê. O fato é que a sala do SESC, que de resto é bem boa (e apesar da simpatia da Adriana), estava quase vazia. Vinte pessoas, numa sala grande. Fica uma desolação só! E a gente toca mais sem viço, também. As vinte pessoas foram ótimas, e bateram palmas de pé. Mas o som produzido por vinte pessoas ainda é meio pífio, não é?
Daí que viajamos para São Leopoldo sem esperar grande coisa. E fomos surpreendidos por uma experiência deliciosa. O concerto foi numa universidade, a EST, Escola Superior de Teologia. Campus magnífico, limpo, tranquilo, todo ajardinado, com prédios bonitos, alunos e professores entusiasmados. Foi nossa primeira platéia totalmente universitária! Um público maravilhoso, cheio de curiosidade e interesse. Ficaram ligadíssimos no programa, e a certa altura, Mário descobriu no fundo da sala um dos ouvintes totalmente intrigado, tentando bater a pulsação de "Dores"! Ficamos super felizes! Entre os membros do público, vários com sua bomba de chimarrãos se inclinavam para a frente, olhos brilhando e expressão de encantamento total.

3 comentários:

Jaqueline Martins disse...

Viu o que eu disse, boa música não é para qualquer um não! Tem que se ter um espírito elevado, porque música, para mim, é uma coisa espiritual, profunda. Vc se conecta com ela de tal maneira, que consegue entender perfeitamente a mensagem que o autor quer passar, tendo ela letra ou não. E de quebra, tocar nesse lugar lindo bem apropriado, um cenário perfeito!

Sergio de Oliveira disse...

Que interessante! Embora o "barato" de "Dores" não seja descobrir a pulsação, toda forma de interação é muito legal!!!

Ana Althoff disse...

Queridos "re-toqueiros", para nós foi um prazer enorme ouvir vocês e compartilhar momentos de música tão boa!!
Embora tenha adorado "Cantares", por também já conhecê-la de outras eras, "Dores" me emocionou bastante: a representação da dor que acreditamos ser apenas nossa e que depois se mostra como vivida e experimentada por todos me tocou profundamente.
"Quatro coisas" eu já toquei (piano) com flauta. Mas a formação de vocês dá outra cor à peça. Adorei!!
Só duas correções: A EST agora se chama Faculdades EST e não mais Escola Superior de Teologia... E aquele público bacanésimo era principalmente constituído de alunos do Curso Técnico em Música.
Ficamos muito felizes por vocês terem se sentido bem aqui na escola e esperamos que voltem!!! Abraços!!
Ana Althoff